caracóis de um cabelo black
as histórias milaborantes vistas pelos olhos de um rapaz que leva uma vida mundana e que quase não dorme....só pra poder escrever
segunda-feira, março 14, 2005
No cair da tarde
uma madrugada de 25 de janeiro
O trem chega e eu meio distraído com um casal do outro lado do trem que se abraçava me chamando a atenção para o quanto eles se gostavam. E realmente gostava daquela moça. Me diziam que em baladas não se encontra pessoas sérias. Eu realmente cheguei a acreditar nisso, duvido que outras pessoas não, mas ela me provou o contrário.
Desde o momento em que me bateu aquela vontade louca de sair naquela noite até o momento em que a conheci... tudo conspirou a favor. Ainda me lembro daquela noite como se fosse a passada. Desde ela dançando na pista e eu olhando pra ela mas ainda assim achando que nada iria rolar. Eu e minha insegurança, que somente uma vez se transformou em coragem.
O trem para e o casal desce, eu ouvia a música de John Mayer que falava da vontade que ele tinha de estar perto da pessoa até o dia de sua morte... Um pouco mórbido sim, mas nada que não seja verdade. Aquele era meu sentimento desde o primeiro instante em que olhei para ela passando por mim, dançando e olhando para mim de uma forma que na minha memória só a reencarnação irá tirar. Suas curvas, seus olhos, sua boca.. Suas existência para mim já era tudo. Mas mesmo assim eu relutei , e não me aproximei.
Na minha distração, quase perdi a estação que eu tinha que descer, e ao ficar em pé, via a linha de trem por onde passava e meus olhos pararam na Vila Madalena. Bairro on de se encontra o lanterna. Local onde tudo começou, e com essa lembrança vieram todos os gostos, cheiros e sentimentos que lá eu senti.
Ao descer do trem, reparei em uma mulher que devia ter seus 40 anos mas muito conservada, loira de olhos claros, eu segui meu rumo e subi as escadas até a catraca, voltei a colocar meus fones no ouvido e prestar atenção as músicas que me lembravam ela, A noite já estava acabando e eu , praticamente desistindo, a perdi de vista por um momento no meio daquela pista agitada, onde rolava um som engraçado, eu dançando mais desengonçado que o som, reparei no interesse de uma mulher que , mesmo na escuridão da pista, dava pra se reparar que era bem mais velha que a média dos freqüentadores do local. Ela imitava os meus passos e eu entendi a mensagem. Sempre tive a tara de ter uma mulher bem mais velha em meus braços, e a realizei naquele momento... Mas foi a coisa mais vazia que já havia feito, afinal nem o nome dela precisei perguntar para conseguir alguma coisa. A deixei de lado sim, assim como o ônibus que saía do ponto no instante em que chegava nele. Ia espera o próximo, pois assim iria sentado. Ao carros passavam assim como o tempo naquela noite de março. Os dias haviam se passado tão rapidamente desde aquele 25 de janeiro. Rapidamente como foi a aparição del0a de novo. Ela surgia mais linda que antes e eu com mais vontade ainda de tê-la
Ao me dirigir a ela depois de ter relutado um pouco, pensei em milhares de coisas, mas quando nossos olhos se encontraram, sabíamos o que iria acontecer, dançava na frente dela como se fôssemos íntimos, e eu ainda não havia dito nenhuma palavra. Daí para o nosso beijo e depois para a nossa vontade foi só questão de tempo. Inicialmente ela não quis me beijar, mas lá estava um anjo ao meu lado que pegou nossas cabeças e uniu para selar algo que seria repetido não somente naquela noite, ma muitas vezes depois, assim como minha volta para casa depois de tê-la no final de semana, e passarmos momentos tão bons juntos. Era só o começo..
Enquanto me preparava para descer do ônibus que já chegava em casa, ouvi uma música que gostava muito, e que a pouco tempo havia me sido apresentada, que dizia "Ei, senhorita, não sei se você acredita, em amor a primeira vista, em amor a primeira vista. Ei senhorita, você é a única da lista, quando eu te vi dançar na pista, você foi a mais bonita".
Os meu sentimentos por ela eram bem esses, essa música resumia o que havia acontecido naquela noite, e eu hoje falo com convicção, ém possível sim encontrar o amor da sua vida em uma pista na balada, assim como é possível encontrá-lo em qualquer outro lugar, é só você estar atento a o que vocês sentem um pelo outro e como, de uma forma muito engraçada, tudo conspira para o amor crescer cada dia mais, e para se estar juntos
Wan, essa é a história de como tudo começou, e sei que nunca acabará oq sinto por você...
sexta-feira, março 11, 2005
Presença inconsciente
Delírios me faziam fechar os olhos que não queriam se abrir para poder meu corpo inteiro prestar atenção no sentir daquele momento mundano. Era algo mágico, impossível ser descrito com palavras humanas. Talvez com palavras divinas. Mas como de Deus a única coisa que tenho é o nome, eu me deixei levar....
Meus dedos ágeis no teclado vendo aquela tela meio que hipnotizado, pois não sabia um segundo depois o que havia feito. Os pensamentos voavam em sua direção. Meus sentidos e memórias são completamente tomados. Meu chefe passa e me distraio com sua pressa e preocupação com as coisas do dia a dia.
Preocupação... algo que vinha me fazendo pensar nesses últimos dias....Não em mim, mas nela.... Pensar nela é o que eu mais fazia naqueles dias de março.
Março.....um mês em que minha lembranças correm e só encontram boas lembranças. E as boas lembranças me levavam pra ela. E ela me levava pra noite passada. Acho melhor voltar a trabalhar, mas não consigo, são quatro da tarde e a única coisa que fiz foi lembrar da noite passada. Em cada movimento e em cada sentimento eu revivia as luzes, os cheiros, os toques, as respirações.
O dia passava e eu nem me lembrava de quando que eu comecei a enlouquecer. Louco, pois não tinha outra vontade a não ser de estar ao lado dela.
No espelho minhas olheiras já não eram mais nada do que meu rosto inteiro. A noite sem dormir foi a noite de descanso mais perfeita q já havia tido.
Desligo meu computador, me viro para a janela e vejo a Lua. Peço-lhe que me presenteie com sua luz essa noite tb....só para ter mais um motivo par lembrar dela...que já não saía mais da minha mente.
quarta-feira, março 09, 2005
sexta-feira, março 04, 2005
O céu está caindo
"O céu está caindo....", foi o pensamento que passou pela minha cabeça no momento em que vi aquela chuva torrencial cair do lado de fora daquela sala que na minha memória se guardava.
As lembranças daquele dia em que a chuva era a mais perfeita forma da natureza chorar junto comigo...Parecia que quanto mais me lembrava do momento em que chorei, mais a chuva entendia meus sentimentos .O céu negro que a mesma proporcionou em pleno dia de verão, dava ainda mais o clima do acontecimento em que se passava naquela noite escura de lua nova.
Era como se estivesse lá, caminhando pelo asfalto frio e úmido da cidade que no inverno se tornava mais impessoal.
As casas que eu não conhecia e as pessoas que pela rua não passavam me deixando ainda mais solitário naquela imensidão de concreto .Os meus passos se tornavam cada vez mais rápidos e mais ansiosos. .O choro de uma criança em uma casa quebrou o silêncio mórbido e triste .Eu assustado(já havia me acostumado com aquele silêncio que ali habitava), senti meu coração palpitar.
A hora estava chegando e eu nem me conhecia mais. O tempo que havia se passado me tornou ainda mais forte e independente. "As coisas não caem do céu", essa foi a primeira lição que arduamente tive que aprender.
Virei em uma esquina e um homem me pediu um cigarro...disse que não fumava e ele agradeceu assim mesmo....e eu me distraí vendo um gato do outro lado da rua e sua agilidade para subir no muro e depois no telhado de uma loja. Ele sabia que tinha que buscar abrigo pois a noite caía e o frio invadia até meu sangue. ABRIGO. Algo que busquei quando no meu passado esqueci quem fui e quis mudar meu futuro..... ou apenas fazê-lo acontecer.
Meus objetivos ainda não estavam completamente concretos, mas estavam bem perto de serem aquilo que idealizei. Todo homem busca algo na vida, eu corri atrás da minha. Mas alguma coisa me chamava de volta.
Olhei para o céu e vi um estrela solitária... ela lá brilhando apenas para iluminar algum planeta ou algo mais...as ruas já se tornavam conhecidas, foi quando passei por um beco onde alguns meninos fumavam. Virei uma segunda esquina e vi uma casa de fachada velha mas confortante.
Entrei, subi a escadaria, abri a porta, dei um abraço em meu pai, deixei escorrer minhas lágrimas e disse "eu te amo".
quinta-feira, março 03, 2005
o início ou apenas a continuidade
Assim começo a postar nesse que será um bloig diferente do DJD....neste vou colocar histórias, contos e poemas de uma vida cotidiana...da visões dos olhos sonhadores de uma cara que passa pelas ruas da cidade de São Paulo nos mais variados horários e ve coisas que só as pessoas como ele conseguem...vcs entenderam....mas só começarei a postar daqui a pouco....agora só a introdução!!!






